A Itália dá Samba: novo espaço musical do programa brasileiro

1a edição

Entusiasta da música e da cultura brasileiras, SABRIESSE aprendeu a tocar cavaquinho na escola “Meninos da Lata”, na região dos lagos do Rio de Janeiro. Das terras fluminenses trouxe o samba de raiz para a Itália onde, desde 2011, apresenta-se com diversas formações, sempre motivada pela paixão pelo samba.
De ouvido, SABRIESSE aprendeu a falar a nossa língua. Não estranhe, no entanto, se durante as nossas gravações alguma palavra em italiano passar sem tradução ou entrar no meio de uma frase em português. Para nossos ouvintes brasileiros em Roma, o programa é uma oportunidade para matar um pouco as saudades da nossa pátria amada. Para os nossos ouvintes no Brasil, é uma chance de comprovar que o samba de raiz continua sendo um embaixador da nossa cultura no mundo inteiro e – na Itália, país irmão por ligações históricas – não poderia ser diferente.

“A FLOR E O ESPINHO”
Esta composição de Guilherme de Brito e Nelson Cavaquinho é o tema de nosso primeiro programa. “Tire o seu sorriso do caminho / Que eu quero passar com a minha dor”, é o primeiro verso de “A Flor e o espinho”, que consagrou a parceria entre estes dois imortais do samba de raiz. Na gravação do programa Ensaio da TV Cultura, em 1973, Guilherme de Brito contou como os dois se encontraram, naquele que entrou para a história da Música Popular Brasileira como o único registro audiovisual de uma apresentação de Nelson Antônio da Silva, o Nelson Cavaquinho.

2a edição

Neste sábado continuamos nosso itinerário e chegamos a Paulinho da Viola. No Livro de Ouro da MPB, Ricardo Cravo Albin revela que, nos anos 1960, Paulinho começou a cantar em público no famoso bar “Zicartola”, na rua da Carioca no centro do Rio que tinha “na cozinha, Dona Zica, enquanto Cartola fazia as vezes de mestre de cerimônias no salão”.

“ARGUMENTO”
de Paulinho da Viola, é o tema do segundo programa de “A Itália dá Samba”, interpretada na voz da cantora italiana SABRIESSE, que estudou a arte de tocar o cavaquinho no Rio de Janeiro.

3a edição

Caetano Veloso de incontáveis matrizes é um dos pilares da Música Popular Brasileira.

“PE’ DO MEU SAMBA”
O segundo verso do refrão de “Pé do meu samba” que Caetano escreveu para Mart’nalia, em 2002, revela essas influências cariocas do samba: “Mão do meu carinho, glória em meu outeiro / Tudo para o coração de um brasileiro”. Como vemos, o ponto de referência carioca vai além e nacionaliza o sentimento de pertença ao samba. Algo que ousamos dizer, aqui no A Itália dá samba, que chegou além das fronteiras do Brasil, como você pode ouvir na interpretação brasileiríssima de nossa cavaquinhista italiana SABRIESSE.

4a edição

O Morro da Magueira foi a casa do autor que inspira o tema deste programa. José Gonçalves, mais conhecido nas rodas de samba como Zé da Zilda, morreu jovem todavia deixou alguns sambas que marcam um período muito especial da Música Popular Brasileira. Zé da Zilda era “cavaquinhista e violonista, cantor e compositor de sambas e emboladas…”.

“UM CALO DE ESTIMAÇÃO”
composta junto com Zé Tadeu em 1944 a música ganha arranjos “modernos de raiz”, numa simbiose que bem representa a alma do samba, que nunca está ultrapassado. Inspirada nessa história, nossa convidada SABRIESSE, cavaquinhista italiana, apresenta a sua versão para esse “vovô” do samba de raiz.

5a edição

“DESDE QUE O SAMBA E’ SAMBA”
(Caetano Veloso) interpretada por
SABRIESSE na voz e no cavaquinho

6a edição

“TUDO SE TRANSFORMOU”
(Paulinho da Viola) interpretada por
SABRIESSE na voz e no cavaquinho

7a edição

Uma das duplas de maior sucesso do período da revaloziração do samba, habituè do Zicartola, volta a inspirar o nosso espaço musical.

“FOLHAS SECAS”
composta por Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, foi interpretada por nomes como Beth Carvalho e Elis Regina.
Nossa convidada a cavaquinhista italiana SABRIESSE apresenta sua versão em voz e cavaquinho.

8a edição

A Itália dá Samba apresenta hoje a releitura da cavaquinhista italiana SABRIESSE para o grande sucesso de João Nogueira

“NÓ NA MADEIRA”
de 1975 em parceria com o letrista José Eugênio Monteiro, foi um dos destaques deste LP, alcançando, também, grande sucesso. A paixão pelo Brasil e nossa cultura, somada à experiência musical no Rio de Janeiro dão um tom particular à interpretação da SABRIESSE que, na voz e no cavaquinho em estúdio, procura levar a mesma alegria de suas apresentações ao vivo na Itália.

9a edição

Nesta edição voltamos ao ano de 1975, quando Alcione alcançaria o sucesso com sua voz e interpretações inconfundíveis para o clássico

“NÃO DEIXE O SAMBA MORRER”
a cavaquinhista italiana SABRIESSE apresenta a sua versão para “Não deixe o samba morrer”, registrada na Sala Assunta no Vaticano.

10a edição

A cantora, compositora e cavaquinista italiana SABRIESSE interpreta hoje a sua versão para:

“FOI UM RIO QUE PASSOU EM MINHA VIDA”
um dos grandes sucessos de Paulinho da Viola.
No documentário “Meu tempo é hoje” Paulinho da Viola revelou que quando criança assistia aos desfiles na Avenida Rio Branco e foi justamente a recordação de um destes em que a Portela tomou conta da avenida com seu azul e povo que gritava “Portela, Portela… já ganhou!”, que veio a inspiração para compor “Foi um rio que passou em minha vida”.

FOI UM RIO QUE PASSOU EM MINHA VIDA | SABRIESSE
Sabriesse com a Rainha do Samba a cantora Beth Carvalho em Santa Teresa no Rio de Janeiro